sexta-feira, 18 de maio de 2018

Secretaria de Saúde emite alerta de raiva humana para 13 Centros de Saúde no Pará

Secretaria de Saúde emite alerta de raiva humana para 13 Centros de Saúde no Pará (Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)
Após sete mortes confirmadas e 14 casos suspeitos de raiva humana, a Sespa (Secretaria de Saúde Pública do Pará) emitiu na última terça-feira (15) um Alerta Epidemiológico, que foi divulgado e enviado aos 13 Centros Regionais de Saúde. O objetivo é alertar para uma possível epidemia de raiva no Estado.
Segundo o alerta, “é preciso identificar precocemente a existência de agressões por morcegos hematófagos (nome dado a animais ou parasitas que se alimentam de sangue) em humanos ou em animais no peridomicílio (área externa da moradia) para a adoção das medidas de controle, como controle de quirópteros (morcegos), profilaxia da raiva humana e bloqueio animal”.
A Sespa ainda recomenda que a pessoa, vítima de mordedura ou arranhadura de animais, sejam eles de estimação (cães ou gatos) ou silvestres (macacos, quatis, morcegos, entre outros), procure, imediatamente, o serviço de saúde mais próximo de sua casa para receber orientações e iniciar a profilaxia da raiva humana com vacina e/ou soro antirrábicos conforme o caso.
A doença
A raiva é uma antropozoonose transmitida ao homem pela saliva e secreções do animal infectado, principalmente pela mordida. O vírus atinge o sistema nervoso periférico e migra para o Sistema Nervoso Central (SNC), levando a um quadro clínico característico de encefalomielite aguda, decorrente da sua replicação viral nos neurônios.
A última vez que havia sido registrado uma morte por raiva no do Pará foi em 2005, quando 15 casos foram registrados no município de Augusto Corrêa e três em Viseu, ambos no nordeste paraense.
A Adepará também está em campo com ações de controle e prevenção da doença junto aos produtores rurais da região atingida em um raio de 12 quilômetros a partir do foco da doença.
O Programa Estadual de Controle da Raiva de Herbívoros (PECRH) atua no controle da ocorrência da doença em animais de interesse produtivo, tendo como objetivo reduzir a prevalência da doença na população de herbívoros domésticos. A gerente do Programa, Arlinéia Rodrigues, recomenda que os produtores que tenham animais que sofreram mordidas de morcegos, devem fazer o comunicado à Adepará.
(Com informações da Agência Pará)