sexta-feira, 18 de maio de 2018

Polícia Civil pede prisão preventiva de casal suspeito de tentar envenenar idosa em Monte Alegre



Por Sílvia Vieira, G1 Santarém, PA



Nilza Batista, 76 anos, ficou com marcas de queimadura provocadas pelo amoníaco (Foto: Reprodução/Redes Sociais)



O delegado Gilvan Gomes de Almeida, do município de Prainha, respondendo interinamente pela delegacia de Polícia Civil de Monte Alegre, no oeste do Pará, solicitou à Justiça a decretação de prisão preventiva de um casal suspeito de tentar matar um idosa por envenenamento.


O caso aconteceu em Monte Alegre na madrugada do dia 7 de maio. As investigações começaram pouco depois de circular em redes sociais a informação de que uma idosa de 76 anos de idade, identificada como Nilza Batista de Souza, teria sido vítima de tentativa de homicídio mediante envenenamento por amoníaco.


A polícia apurou que a suposta tentativa de homicídio por envenenamento teria cometida por uma filha de Nilza, de nome Danuza Batista da Silva e seu companheiro Regivaldo Caíres Borges.


“Foi expedida ordem de missão para a equipe de investigação de Monte Alegre e apurado que a senhora Nilza estava sendo atendida na Clínica Maria Filomena, tendo a vítima narrado aos policiais que sua filha e o genro tentaram colocar amoníaco na sua boca e a estrangular, mas foram impedidos por seu neto Nelson Joathan da Silva Campos”, explicou o delegado Gilvan.


Ainda segundo o delegado, a vítima foi encaminhada para um hospital de Santarém e foi solicitado o exame de corpo de delito.
Seringas e frasco de amoníaco encontrados pela polícia no quarto da vítima de tentativa de homicídio (Foto: Polícia Civil/Divulgação)



Durante as investigações, foram apreendidos no quarto a vítima, seringas e um frasco vazio de amoníaco.


“As partes envolvidas estão sendo ouvidas, mas o motivo da tentativa de homicídio por envenenamento ainda não está esclarecido. Foi representado pela prisão preventiva dos suspeitos ao Poder Judiciário ainda na semana passada, e estamos aguardando a decisão judicial”, finalizou delegado Gilvan.