domingo, 20 de maio de 2018

Criança de 8 anos é a oitava vítima a morrer com suspeita de raiva humana no Pará

Criança de 8 anos é a oitava vítima a morrer com suspeita de raiva humana no Pará (Foto:  Cristino Martins/Ag. Pará)
(Foto: Cristino Martins/Ag. Pará)
Foi confirmada a morte de uma criança de 8 anos que estava internada na Santa Casa, em Belém, com suspeita de ter contraído o vírus da raiva humana. O falecimento ocorreu na manhã deste domingo (20). Outros três pacientes permanecem internados no mesmo hospital e mais três estão recebendo cuidados médicos no município de Breves, na Ilha do Marajó. Todos permanecem em estado grave.
De acordo com informações da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), foram feitas coletas sorológicas em todos esses pacientes internados, inclusive nos que vieram a falecer. Todas as coletas foram enviadas para o Instituto Evandro Chagas (IEC) e Instituto Pasteur, em São Paulo, referência no diagnóstico da raiva.
As equipes da Vigilância Epidemiológica e Vigilância em Saúde estão desde o dia 4 de maio no município de Melgaço, na Ilha do Marajó, onde surgiram os casos suspeitos para investigar, juntamente com a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) e Ministério da Saúde, cada caso. Todos apresentam quadro semelhante, com sinais e sintomas como febre, dispneia, cefaleia, dor abdominal e sinais neurológicos - paralisia flácida ascendente, convulsão, disfagia (dificuldade de deglutir), desorientação, hidrofobia e hiperacusia (sensibilidade a sons, principalmente agudos).
Atualmente, são 14 casos suspeitos de raiva humana, com oito óbitos, sendo um confirmado laboratorialmente para a doença pelo Instituto Evandro Chagas (IEC). Até o momento, três pacientes seguem internados na Santa Casa, em Belém e três no Hospital Regional de Breves, sendo dois adultos e uma criança. A maioria dos pacientes em estado considerado grave. Coletas sorológicas foram realizadas em todos os pacientes que foram internados, inclusive os que morreram. Todas foram encaminhadas para o Instituto Pasteur.
(Com informações da Agência Pará)